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O uso das tecnologias de educação a distância pode auxiliar as escolas no combate à Gripe A (H1N1) 04/08/2009Com o objetivo de conter a gripe A (H1N1), minimizar as condições de contágio e garantir a saúde dos alunos, a Secretaria Estadual de Educação, a partir de orientações da Secretaria Estadual de Saúde, decidiu adiar a início do semestre letivo em duas semanas nas escolas públicas e recomendou que o mesmo acontecesse nas escolas particulares.

Como tudo na vida tem dois lados, se por um lado a decisão contribui com as ações de controle em relação à doença, por outro, traz um problema para as escolas, este relacionado ao cumprimento do calendário letivo e das atividades pedagógicas planejadas.

Uma forma de equacionar esse problema pedagógico encontra-se no uso de tecnologias de educação a distância. As escolas podem, por meio de seus portais na Internet ou por meio de ambientes virtuais, além de intensificar as orientações sobre os cuidados necessários para evitar o contágio da gripe, propor a realização de atividades.

Apesar de a proposta parecer simples, cabe ressaltar alguns aspectos que devem ser observados pela equipe pedagógica e pelos professores com relação ao uso das tecnologias de educação a distância para auxiliar a enfrentar uma situação que pode ser considerada emergencial.

Os professores devem propor atividades que de fato os alunos tenham condições de realizar de forma autônoma, além de apresentarem a proposta da atividade de forma didática e com detalhamento dos objetivos e dos procedimentos.

Caso os docentes não considerem adequado dar continuidade ao programa iniciado no primeiro semestre ou iniciar conteúdos novos utilizando recursos igualmente novos, é possível orientar o estudo dos alunos com o objetivo de retomar ou revisar o que já foi discutido e trabalhado durante as aulas.

Outra opção interessante é a de os alunos assistirem a vídeos de curta duração referente aos conteúdos já trabalhados, de forma a aprofundá-los ou revisá-los.

Imaginem como os alunos reagiriam se pudessem assistir a um filme de curta duração no qual o professor apresentasse orientações sobre o trabalho a ser realizado e entregue no início das aulas. O professor pode utilizar até um podcast: ele pode fazer um breve roteiro e gravar explicações sobre um tema ou atividade.

Ainda como uma forma de enfrentar a gripe A (H1N1), coordenadores, diretores e médicos podem gravar vídeos com as observações e cuidados que devem ser tomados em casa e no retorno às aulas, já no ambiente escolar.

Essas são algumas das possibilidades que as tecnologias voltadas para a educação a distância oferecem, sem falar nos e-mails que professores podem enviar diretamente para os alunos fazendo comentários e proposições acerca de trabalhos escolares. Também podem ser enviadas mensagens pelo celular. Imaginem a surpresa se os alunos recebessem, em seus celulares, mensagens da equipe pedagógica com explicações sobre as medidas necessárias para controlar a gripe A (H1N1)! Eles sentiriam que a equipe está preocupada com eles e sentir-se-iam mais próximos dela.

Todas essas sugestões se configuram como uma nova forma de trabalhar com o conhecimento, de aproximação dos alunos e de aproveitar uma situação emergencial para disseminar conhecimentos e fazer educação.

A decisão de prorrogação de período de férias foi importante, sem dúvida. Entretanto, não podemos desconsiderar que muitos alunos já estavam com a mala e o "espírito" preparados para o retorno às aulas; então, por que perder essa preparação por parte dos alunos? Por que não fazer uma educação diferenciada que contribua com a formação dos nossos alunos e que esteja alinhada com perfil deles: nativos digitais.

Antes de negar, talvez seja interessante experimentar.
Fonte: Profª Dra. Rita Maria Lino Tarcia - Conselheira Fiscal da ABED
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