Em seis anos Brasil ganha só um Mestrado à Distância
09/02/2026
Fonte: Folha de São Paulo
João Mattar, presidente da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância) afirma que o baixo número de cursos aprovados não pode ser atribuído às instituições. "Desde o início, consolidou-se uma tendência contrária à aprovação de cursos stricto sensu integralmente a distância", afirma. Segundo ele, embora a legislação de 2019 tenha permitido a submissão de propostas, "houve pouca expectativa real de aprovação, o que levou muitas instituições a adotarem uma postura prudente".
Mattar diz que o custo acadêmico, institucional e financeiro de uma proposta stricto sensu é elevado, e que, diante da incerteza regulatória, muitas instituições optaram por não avançar. "Não se trata de falta de capacidade técnica ou de interesse, mas da ausência de confiança na consolidação dessa modalidade", afirma. Para o dirigente, o problema não está nos requisitos originais da Portaria da Capes, mas "na sucessão de interpretações e movimentos regulatórios que acabaram esvaziando o esforço coletivo feito em 2019".
Seis anos após o MEC (Ministério da Educação) autorizar a oferta de mestrados e doutorados à distância, a modalidade não decolou na pós-graduação stricto sensu no país. Num universo de 4.751 programas de pós-graduação, a única autorização concedida foi a um mestrado profissional, que entrou em funcionamento em 2025, após aprovação pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
Pa acessar a notícia completa clique aqui.





















































