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Estado trabalha na qualificação de mais de 40 mil professores19/02/2009

Os governos federal, estadual e municipal têm um grande desafio pela frente nos próximos anos: trabalhar na formação de um contingente de mais de 40 mil professores do estado do Pará, em sua maioria das redes municipais de ensino. Dados preliminares do Censo 2007 indicam que apenas 10% dos docentes atuantes na educação básica no estado possuem formação inicial adequada às suas funções. Os demais precisam de formação em nível de graduação ou, apesar de possuírem graduação, atuam em áreas diferentes de sua formação inicial. Esses dados ajudam a explicar os baixos índices da educação no Pará.

O Plano prevê a oferta de cursos de licenciatura para adequar as funções docentes de pelo menos 40.000 professores que, atualmente, desempenham suas funções sem a formação adequada. Desse total, apenas 4 mil pertencem à rede estadual de ensino, mas o Governo do Pará trabalha na elevação da qualidade de ensino de todo o Estado. Numa ação direta da Secretaria de Educação do Pará, o governo federal, por meio do Ministério da Educação, já sinalizou a liberação de mais de 200 milhões para serem investidos no programa.

Na tarde da terça-feira, 17, durante programação do V Fórum de Secretários de Educação, os participantes debateram sobre o Plano de Formação Docente do Estado em mesa redonda coordenada pela secretária de educação Iracy Gallo, com a presença do secretário de Educação à Distância do MEC, Carlos Bielschowsky, do reitor da Universidade Federal do Pará, Alex Fiúza de Mello, da reitora da Universidade do Estado do Pará, Marília Brasil, do presidente do protocolo Seduc e Instituições de Ensino Superior (IES) e pró-reitor da UFPA, Licurgo Brito e o representante da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), na comissão do plano de formação, Adelino Ferranti.

Segundo informou o secretário do MEC, Carlos Bielschowsky, serão ofertadas 360 mil vagas para o programa por meio das universidades federais, estaduais e Institutos Federais de Educação Tecnológica este ano para trabalhar na formação de professores da educação básica sem formação de todo o país. "Atualmente, existem perto de 1 milhão e 600 mil professores no Brasil e destes, cerca de 600 mil não possuem formação adequada ou são graduados em outras áreas", disse. Ele citou ainda como exemplo que, no Brasil, 28 mil pedagogos dão aula de matemática, sem ter licenciatura plena na disciplina.

Para a secretária Iracy Gallo a consolidação do plano depende do diálogo entre todos os atores envolvidos. "Este é só um plano a não ser que nós, secretários, consigamos assumir o compromisso de torná-lo possível e executá-lo", avaliou. Para em seguida complementar: "não haverá possibilidade de mudança se não enfrentarmos o desafio da qualificação de nossos professores", constatou.

Os investimentos serão do governo estadual, municipal e federal que já sinalizou com recursos da ordem de 200 milhões. "Entendemos que a educação não é uma questão de governo e, sim, de estado", afirmou a secretária.

Para a reitora da Uepa, as instituições de ensino superiores não podem se eximir da responsabilidade de resgatar a qualidade da educação do Estado. "A Uepa ao participar do protocolo Seduc/IES assume esse desafio, pois só assim vamos atingir o verdadeiro desenvolvimento de que todos precisamos", enfatizou.

O reitor da UFPA, Alex Fiúza, saudou a Seduc pela instalação do Fórum e disse que a educação é um desafio histórico. "O desafio é imenso; estamos há 100 anos atrasados e, portanto, o fosso é muito maior". Para ele, o maior problema não é de informação e, sim, de falta de conhecimento,


Fonte: Tereza Vasconcelos – Ascom/Seduc - Agência Pará
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