NOTÍCIAS

Resposta ABED à matéria publicada no Valor Econômico em 02/10/201904/10/2019
É bastante curioso que a aprendizagem a distância funcione satisfatoriamente no ensino superior como modalidade amplamente aceita pela população em todos os países nos quais tem o importante papel de oferecer alta inclusão social. Por que será que só no Brasil a crítica insiste em buscar problemas de qualidade na formação de professores, usando os limites da régua das faculdades de Educação? Se a formação de presencial de docentes fosse exemplar no país, haveria quem isolasse a EAD como culpada. Não há evidência inquestionável que comprove problemas com a tecnologia digital, que se vale de recursos de vanguarda só obtidos online (visitas a museus e bibliotecas em todos os continentes, simulações, realidade aumentada...). O que se evidencia no nosso cenário educacional é a sofrível preparação dos egressos do ensino básico em geral, com reflexos daninhos no magistério. Até termos provas substanciais de que só os futuros professores do básico  que tiveram notas altas no ENADE (cuja avaliação testa conhecimento de conteúdo, mas não capacidade didática e de coaching) se tornam educadores mais eficazes que outros, acredito podermos ignorar os críticos alarmistas, destituídos de evidência convincente, os quais deveriam buscar na trajetória da EAD as respostas que procuram: da aprendizagem por correspondência, instituída na Inglaterra há 150 anos, até os centros de excelência em EAD em todo o mundo (MIT, Harvard, Cambridge...). As evidências estão aí.

Fredric Michael Litto
Professor emérito da USP e presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância-ABED



Em resposta ao editorial publicado no Valor: https://valor.globo.com/brasil/noticia/2019/10/02/farra-do-ensino-a-distancia-em-pedagogia-preocupa.ghtml 
Editorial em PDF: http://abed.org.br/arquivos/farra_ensino_distancia_pedagogia_preocupa_Valor_Economico.pdf

 
Compartilhar:
Copyright - Associação Brasileira de Educação a Distância - ABED