TEXTOS EAD (Os textos publicados nesta sessão são de responsabilidade dos autores)

O design dos espaços brasileiros de aprendizagem25/11/2020Desde a revolução industrial, ambientes físicos de edificações escolares e, mais recentemente, ambientes digitais ou virtuais para a educação são projetados e utilizados sem adequação dos reais sentidos das práticas para seus usuários. No Brasil dos anos 1950, Anísio Teixeira desenvolveu uma escola inovadora para a época.
Naquele contexto, propôs um novo modelo que combinava ambientes e formas de aprendizagem diferenciadas, imbuídos de um sentimento de brasilidade embrionário. Ele vislumbrava uma emancipação dos modelos educacionais tradicionais.
Foi um marco histórico para o desenvolvimento das gerações nascidas a partir do século 20 no Brasil (BASTOS, 2009), e representou um conceito de escola essencialmente brasileiro.
Apesar desse momento virtuoso, nas décadas subsequentes observou-se o declínio progressivo da qualidade do ensino público, e a concentração de soluções inovadoras em escolas privadas.

No Brasil, as políticas públicas nacionais vêm repetindo há décadas a proposição de modelos arquiteturais padronizados, baseado apenas em critérios de dimensionamento mínimo, impedindo qualquer flexibilização dos ambientes escolares.

Importantes agentes governamentais ainda investem na reprodução de conceitos padronizados de espaços de aprendizagem (SARMENTO et al. 2020), seguindo os princípios racionalistas e modernistas. E, ainda, desconsidera ajustes climáticos e socioculturais, mesmo em um país tão amplo, para efetiva percepção da educação contemporâneas.

No final do século 20, volumosos investimentos foram direcionados à inserção de tecnologias computacionais em escolas brasileiras. Entretanto, há poucas evidências da efetividade dessas soluções e escassas reflexões sobre os métodos projetuais utilizados para sua apropriação.

Assim como em projetos arquitetônicos escolares, o design de tecnologias educacionais também costuma desconsiderar formas de participação dos usuários durante seu processo de projetação, descolando-se do objetivo principal: corresponder aos sentidos e significados das práticas dessas comunidades.

Acesso o artigo completo em PDF: http://www.abed.org.br/arquivos/Breve_nota_sobre_qualidade_da_EaD_Alex_Sandro_Gomes.pdf
Compartilhar:
Copyright - Associação Brasileira de Educação a Distância - ABED