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418 Especial - 01 de fevereiro de 2011

Uma Receita para a saúde e bem estar da aprendizagem a distância no Brasil


Tendo em mãos os resultados laboratoriais do paciente, a EAD Brasileira, e levando em consideração os possíveis efeitos colaterais inesperados da utilização simultânea de remédios variados, e também, reconhecendo o estado preocupante do paciente, prescrevo o seguinte tratamento para sua total recuperação:

1. Que o paciente seja devolvido ao convívio do restante da sua família educacional, sem isolá-lo em termos de prescrições, observações ou exames excessivos. O bem estar do paciente obviamente, se deriva do bem estar do ambiente familiar, em qualquer que seja o local. O pleno exercício de todas as suas funções e habilidades serão determinadas para que o paciente deixar de ser tratado como um elemento excepcional, e seja considerado como, simplesmente, mais um membro de uma família comum, grande, moderna, mas importante para a sociedade.

2. Que os critérios de avaliação do bem-estar do paciente sejam baseados não apenas nos insumos responsáveis pela sua existência e funcionamento; como quantos centímetros quadrados têm a palma de sua mão, ou em quais instituições suas enfermeiras estudaram, mas, sim, focar nos resultados colhidos e escanneados do processo das suas funções vitais.

3. Que o paciente não seja tratado como um incapaz, necessitando de tutelagem e constante ressonância magnética de sua capacidade cognitiva e monitoramento com ultrassonografia dos seus órgãos, sobre o regime estreito e inflexível, e em tudo igual a todos os demais pacientes recebendo o idêntico tratamento. Pelo contrário, quanto mais ao paciente é permitido inovar, usar sua criatividade e sua experiência para contribuir para a volta de suas atividades normais.

4. Que seja lembrado, na aplicação dessa receita, tal qual acontece com a posologia de cada medicamento, que cada paciente, intrinsecamente e extrinsecamente diferente dos demais, que não seja exigido, injustamente, um padrão único de atividades, como a duração de exercícios intelectuais, ou que o paciente seja obrigado a repetir os mesmos exercícios praticados pelos outros membros da sua família, sem ter a oportunidade a inovar em prol da sua própria saúde e desempenho, como ocorre na auto-aprendizagem e na eutagogia.
Tendo seguido todas as recomendações baseadas nas mais bem sucedidas experiências internacionais, acima descritas, não há necessidade de outros procedimentos. Qualquer novo interrupção do seu bem estar deve ser tratada conforme os princípios aqui indicados. O paciente retornará ao seu estado normal de contribuinte e cidadão, retorna ao seio de sua família e ao contesto de sua sociedade; que sejam dadas as condições mínimas de autonomia responsável, tratado com o sujeito maduro, merecendo confiança e respeito e o reconhecimento de sua importância para o bom funcionamento da sociedade.

Fredric Michael Litto
Presidente da ABED
Metaforicamente como médico e profilático da educação a distância no Brasil