Uma Receita para
a saúde e bem estar da aprendizagem a distância
no Brasil
Tendo em mãos
os resultados laboratoriais do paciente, a EAD
Brasileira, e levando em consideração os
possíveis efeitos colaterais inesperados da
utilização simultânea de remédios variados, e
também, reconhecendo o estado preocupante do
paciente, prescrevo o seguinte tratamento para
sua total recuperação:
1. Que o paciente seja devolvido ao convívio do
restante da sua família educacional, sem
isolá-lo em termos de prescrições, observações
ou exames excessivos. O bem estar do paciente
obviamente, se deriva do bem estar do ambiente
familiar, em qualquer que seja o local. O pleno
exercício de todas as suas funções e habilidades
serão determinadas para que o paciente deixar de
ser tratado como um elemento excepcional, e seja
considerado como, simplesmente, mais um membro
de uma família comum, grande, moderna, mas
importante para a sociedade.
2. Que os critérios de avaliação do bem-estar do
paciente sejam baseados não apenas nos insumos
responsáveis pela sua existência e
funcionamento; como quantos centímetros
quadrados têm a palma de sua mão, ou em quais
instituições suas enfermeiras estudaram, mas,
sim, focar nos resultados colhidos e escanneados
do processo das suas funções vitais.
3. Que o paciente não seja tratado como um
incapaz, necessitando de tutelagem e constante
ressonância magnética de sua capacidade
cognitiva e monitoramento com ultrassonografia
dos seus órgãos, sobre o regime estreito e
inflexível, e em tudo igual a todos os demais
pacientes recebendo o idêntico tratamento. Pelo
contrário, quanto mais ao paciente é permitido
inovar, usar sua criatividade e sua experiência
para contribuir para a volta de suas atividades
normais.
4. Que seja lembrado, na aplicação dessa
receita, tal qual acontece com a posologia de
cada medicamento, que cada paciente,
intrinsecamente e extrinsecamente diferente dos
demais, que não seja exigido, injustamente, um
padrão único de atividades, como a duração de
exercícios intelectuais, ou que o paciente seja
obrigado a repetir os mesmos exercícios
praticados pelos outros membros da sua família,
sem ter a oportunidade a inovar em prol da sua
própria saúde e desempenho, como ocorre na
auto-aprendizagem e na eutagogia.
Tendo seguido todas as recomendações baseadas
nas mais bem sucedidas experiências
internacionais, acima descritas, não há
necessidade de outros procedimentos. Qualquer
novo interrupção do seu bem estar deve ser
tratada conforme os princípios aqui indicados. O
paciente retornará ao seu estado normal de
contribuinte e cidadão, retorna ao seio de sua
família e ao contesto de sua sociedade; que
sejam dadas as condições mínimas de autonomia
responsável, tratado com o sujeito maduro,
merecendo confiança e respeito e o
reconhecimento de sua importância para o bom
funcionamento da sociedade.
Fredric Michael
Litto
Presidente da ABED
Metaforicamente como médico e profilático da
educação a distância no Brasil