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O uso das tecnologias de educação a distância
pode auxiliar as escolas no combate à Gripe A (H1N1)
Profª Dra. Rita Maria Lino Tarcia
Conselheira Fiscal da Associação Brasileira de Educação a Distância
- ABED
Com o objetivo de conter a gripe A
(H1N1), minimizar as condições de contágio e garantir a saúde dos
alunos, a Secretaria Estadual de Educação, a partir de orientações
da Secretaria Estadual de Saúde, decidiu adiar a início do semestre
letivo em duas semanas nas escolas públicas e recomendou que o mesmo
acontecesse nas escolas particulares.
Como tudo na vida tem dois lados, se por um lado a decisão contribui
com as ações de controle em relação à doença, por outro, traz um
problema para as escolas, este relacionado ao cumprimento do
calendário letivo e das atividades pedagógicas planejadas.
Uma forma de equacionar esse problema pedagógico encontra-se no uso
de tecnologias de educação a distância. As escolas podem, por meio
de seus portais na Internet ou por meio de ambientes virtuais, além
de intensificar as orientações sobre os cuidados necessários para
evitar o contágio da gripe, propor a realização de atividades.
Apesar de a proposta parecer simples, cabe ressaltar alguns aspectos
que devem ser observados pela equipe pedagógica e pelos professores
com relação ao uso das tecnologias de educação a distância para
auxiliar a enfrentar uma situação que pode ser considerada
emergencial.
Os professores devem propor atividades que de fato os alunos tenham
condições de realizar de forma autônoma, além de apresentarem a
proposta da atividade de forma didática e com detalhamento dos
objetivos e dos procedimentos.
Caso os docentes não considerem adequado dar continuidade ao
programa iniciado no primeiro semestre ou iniciar conteúdos novos
utilizando recursos igualmente novos, é possível orientar o estudo
dos alunos com o objetivo de retomar ou revisar o que já foi
discutido e trabalhado durante as aulas.
Outra opção interessante é a de os alunos assistirem a vídeos de
curta duração referente aos conteúdos já trabalhados, de forma a
aprofundá-los ou revisá-los.
Imaginem como os alunos reagiriam se pudessem assistir a um filme de
curta duração no qual o professor apresentasse orientações sobre o
trabalho a ser realizado e entregue no início das aulas. O professor
pode utilizar até um podcast: ele pode fazer um breve roteiro e
gravar explicações sobre um tema ou atividade.
Ainda como uma forma de enfrentar a gripe A (H1N1), coordenadores,
diretores e médicos podem gravar vídeos com as observações e
cuidados que devem ser tomados em casa e no retorno às aulas, já no
ambiente escolar.
Essas são algumas das possibilidades que as tecnologias voltadas
para a educação a distância oferecem, sem falar nos e-mails que
professores podem enviar diretamente para os alunos fazendo
comentários e proposições acerca de trabalhos escolares. Também
podem ser enviadas mensagens pelo celular. Imaginem a surpresa se os
alunos recebessem, em seus celulares, mensagens da equipe pedagógica
com explicações sobre as medidas necessárias para controlar a gripe
A (H1N1)! Eles sentiriam que a equipe está preocupada com eles e
sentir-se-iam mais próximos dela.
Todas essas sugestões se configuram como uma nova forma de trabalhar
com o conhecimento, de aproximação dos alunos e de aproveitar uma
situação emergencial para disseminar conhecimentos e fazer educação.
A decisão de prorrogação de período de férias foi importante, sem
dúvida. Entretanto, não podemos desconsiderar que muitos alunos já
estavam com a mala e o “espírito” preparados para o retorno às
aulas; então, por que perder essa preparação por parte dos alunos?
Por que não fazer uma educação diferenciada que contribua com a
formação dos nossos alunos e que esteja alinhada com perfil deles:
nativos digitais.
Antes de negar, talvez seja interessante experimentar.
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