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Apresentação



24° CIAED Congresso Internacional ABED de Educação a Distância

Experimentação em EAD

Não há algoritmo definitivo para sucesso em EAD — apenas experimentação com ideias e recursos trazem resultados positivos!

As instituições que atuam no setor de EAD no país tornaram-se agora mais próximas das entidades não regulamentadas em razão de sua potencialidade para criar experiências educacionais significativas para aqueles que realmente querem aprender. Mas essa nova "liberdade", uma das conseqüências positivas de uma visão mais atualizada por parte do Ministério da Educação, só terá bons resultados se as instituições de ensino, públicas e privadas, amadurecem suas atividades de pesquisa em torno de suas próprias estratégias curriculares, pedagógicas e didáticas.

Cada instituição terá de desenvolver métodos de mensurar com precisão científica os inputs, processos e outputs das suas operações, e aprender a tomar suas decisões baseadas em métricas indicativas de maior ou menor eficácia na formação dos alunos que escolheram estudar com eles. "Sucesso" é muito menos uma questão de fazer a seleção de novos alunos com um filtro de extremo rigor do que demonstrar que alunos "medianos" foram transformados, pela instituição, em "grandes aprendizes".

As novas ideias teóricas sobre a aprendizagem e as novas tecnologias que permitem práticas incomuns circulando hoje no universo da EAD são muitas, variadas e bastante vinculadas aos hábitos das novas gerações. As diferenças entre os conceitos de pedagogia, andragogia e heutagogia; os estilos diferentes de aprendizagem entre pessoas; aprendizagem ativa e aulas "invertidas"; realidades virtuais e aumentadas; o uso da "nuvem" para aumentar eficiência; a criação própria e a utilização de recursos educacionais abertos de outras entidades; objetos de aprendizagem; eduentretenimento; MOOCs-Cursos Massivos Abertos On-line; bots e assistentes de IA; máquinas que aprendam e laboratórios e bibliotecas virtuais; bases de dados que conversam entre si; comunidades de aprendizagem, de prática e outras formas de interação coletiva; novas responsabilidades de docentes; tecnologias móveis; atributos de apresentação distintivos de vídeo e novas formas de avaliação de aprendizes são apenas algumas das novidades em EAD circulando internacionalmente.

Novos públicos atendidos, como pessoas com dificuldades especiais de locomoção; candidatos para matrícula comum, mas que ainda não estejam adequadamente preparados academicamente; indivíduos que acumularam créditos universitários no passado, mas se evadiram por diferentes motivos e que agora podem voltar e, com a EAD, completar seus estudos para um diploma, são outros objetivos importantes, bem como usar a EAD mais diretamente como um "bem social" na comunidade.

A cuidadosa e sistemática experimentação de algumas dessas estratégias (não todas de uma vez, por favor!), e o relato de experiências variadas, em termos de "o que funciona e o que não funciona", nos Congressos Internacionais e Seminários Nacionais da ABED, devem fazer parte das obrigações de toda e qualquer entidade que oferece programas envolvendo a EAD.

Fredric Michael Litto
Presidente da ABED
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